" Devemos tratar o próximo como ele nos trata."

Cara, essa frase pode até surtir efeito para alguém, mas eu não consigo acreditar que seria um ser humano melhor tratando o próximo de forma negativa, só porque em algum momento ele foi rude comigo. Não que eu seja a melhor, diferentona, santa. Longe de mim. Eu erro pra cacete. Mas não tem sentido doar o pior de mim, quando, na verdade, posso oferecer amor. Tá, eu sei que muitas vezes nos decepcionamos com as pessoas ao nosso redor, e isso costuma nos ferir intensamente. Surge aquela raiva, revolta,..., é normal. Porém, sabe aquela outra frase " conta até dez."? Foi uma das melhores partes da minha terapia. Talvez, o que nos falta é respirar fundo, contar até dez e refletir sobre tudo. Tentar entender o que estimulou aquela atitude e qual o melhor momento para tocar na ferida. Todos nós estamos vulneráveis aos erros e acertos. Erramos e entristecemos pessoas que amamos sim, involuntariamente ou não. Imagina se toda vez que errássemos, essas pessoas se afastassem de nós... seria esse o nosso fim? Para mim, não se deve aguçar punições quando o assunto é o nosso próximo. Se é necessário aguçar algo, que seja o respeito, a bandeira da paz, o amor sem recompensas. Devemos tratar e deixar o outro com o nosso melhor, e isso sim faz diferença. O que a pessoa fará, é problema dela. Fique bem, emane coisas boas, independente de ações recíprocas. Cultive o amor, não permita que ele entre em extinção. 

Saudade.

A saudade é meio traiçoeira. Vem, quietinha, e quando notamos, se alojou. Não é fogo, mas queima igual. Não é água, mas transborda nossos olhos de lembranças inenarráveis. São sete letras, mas que carregam entre si significados incalculáveis. Saudade não mata, mas causa uma dor que somente uma presença sara. O difícil é ter a presença. 

Lua cheia.

Hoje a lua está tão linda, por um instante confundi o brilho dela com o seu sorriso. Desculpa, é que sou apaixonada por ambos. Passei horas viajando em cada detalhe daquele céu, tentando advinhar por onde você estava e o que tinha feito nos últimos dias. Quando amamos verdadeiramente alguém, queremos a todo custo aquela pessoa ao lado, nem que seja por telepatia, conexões de pensamentos. É que quando eu tenho você, nada mais importa, nem mesmo os obstáculos que, por vezes, querem nos separar. Parece que cada átomo do meu corpo, em uma mesma sintonia, chama por você. E eu não sei pensar em outra coisa, além de querer ficar ao seu lado para sempre. Eu, você e a lua. 

Carregados de silêncio.


Logo eu, antes tão acostumada com barulho, passei a valorizar o silêncio. O seu silêncio. Com o passar dos dias, aprendi a te ouvir, sem ao menos escutar sua voz. Na verdade, seu silêncio permanece carregado de palavras que somente quem ama conseguiria entender. Entendo. Jeito seu de falar de amor. Jeito seu de conversar com olhar. Jeito NOSSO de não desistir de nós. Nos amamos em silêncio. 

Resiliência.

Hoje o meu corpo pediu arrego. Talvez tenha sido por conta do cansaço físico e emocional. É que tem dias que não queremos nada, além do quarto, silêncio, ar condicionado, edredom e dois travesseiros; um para encostar a cabeça e o outro para apoiar os braços, em forma de um abraço. Não é falta, dor ou carência. Pelo contrário, é só uma vontade incontrolável de aquietar corpo, alma e coração. Viver não é uma tarefa fácil, principalmente quando nascemos totalmente coração. Mas eu tinha que acordar bem, eu precisava ficar bem. E quando a gente quer, o universo conspira ao nosso favor. Eu acredito nisso. Sendo assim, que o amanhecer seja doce. 

Eternidade.


Cogitei tirar você de vez do meu coração. Não vou mentir pra você,  por muitas vezes quis te odiar, acreditando que assim conseguiria fechar os olhos e apertar o "delete" com convicção que aquela atitude mudaria o roteiro da minha vida. Sim, pois você fazia parte de cada traço que eu almejava percorrer. Você era a minha fonte viva de inspirações, desejos e sonhos. Como apagar uma pessoa assim? Como explicar ao meu coração? Fui covarde, que seja, mas não o fiz. Apesar de todos os contratempos, era você que me arrancava os risos mais frouxos e saudáveis. Era a sua voz que me encorajava, ainda que escutada poucas vezes ao ano. O seu abraço sempre foi a minha melhor moradia, e os seus olhos a certeza da reciprocidade. Eu não poderia fazer isso com você, comigo, nós. Pode ser loucura da minha cabeça, a chance de dar certo é quase 1%, mas hoje não importa. Eu quero te carregar por uma, duas, várias outras vidas que virão. E eu não consigo explicar os porquês, nem acho necessário procurar por respostas. Nada explica esse turbilhão de sentimentos que liga seu coração ao meu. Nenhum matemático seria capaz de calcular o quanto te quero, mas qualquer poeta decifraria em apenas um olhar o quanto te amo. O amor é isso, não precisamos entender, basta sentir. E por você eu sinto tudo, inclusive saudade, daquelas que fabricam lágrimas nos olhos e aperta forte o peito, alma e coração.

Você não sabe a força que tem.



Moça, eu sei que aí dentro tem muita coisa bagunçada, pendurada. Mas também sei que você cultiva os sentimentos mais puros. Só é preciso paciência para se organizar. Se quer um conselho: nunca prenda alguém na sua vida. As pessoas devem permanecer por livre e espontânea vontade. Portanto, deixa a porta aberta. Nada de muros altos, cerca elétrica e cadeados no portão. Caso contrário, deixou de ser liberdade e virou prisão, tortura. E ninguém merece viver em constante desvalorização sentimental. Doa o seu coração para alguém que possa cuidar dele com zelo. Se você não sabe, coração é coisa sagrada. Não mendiga atenção de quem não se importa com você. Também não precisa ficar triste quando recusarem seu excesso de amor, afinal, antes transbordar amor do que ódio. Quando estiver cansada, respira bem fundo, lembrando que tudo é passageiro. Se a felicidade é momentânea, a tristeza também há de ser. Anda, moça, desfaz essa cara de quem comeu e não gostou, e solta aquele sorriso de menina-mulher. Ele pode ser a cura desse vazio que insiste em te visitar, sabia? Levanta dessa cama, toma um banho gelado, coloca a melhor roupa e vai curtir a noite. Se perguntarem como anda sua vida, sorria, diga que nunca esteve tão bem. É difícil, eu sei, mas ninguém precisa escutar essa barulheira toda aí dentro. Convence as pessoas, moça. Convence o seu próprio coração. E, por fim, permita que o volume da música seja superior aos ruídos dos seus problemas.

Encontro de almas.

Quando é verdadeiro o coração sente. As mãos suam. O corpo estremece. Os olhos trocam segredos. A saudade enlaça o tempo. O desejo surge. O sonho nasce, renasce. O beijo é intenso. O abraço não quer largar. Quando é verdadeiro nada separa. O medo desaparece. O eterno perdura vidas. Adormece, mas não morre.

Calmaria.


Vem sem medo. Encosta a sua cabeça em meu peito e repousa. Não se preocupa com o raiar do dia, asseguro-te proteção. Fecha os olhos, por favor, esquece o mundo lá fora. Cantarei aquela música que você adora. Me dê sua mão, sente as batidas desenfreadas do meu coração. Sentiu? Tudo isso é por ti. Ninguém mais consegue deixar-me assim. Anjo, deixarei a luz do abajur acessa, pois quero passar à noite observando-te dormir. No dia seguinte, ainda em meus braços, falar-te-ei do meu amor. Ainda que não concordando com sua partida, deixarei a cama arrumada, esperando pelo seu retorno. Que seja breve a saudade e longo o nosso tempo de matá-la. Pode ir, com uma condição: volta logo.

Incógnita

Queria tanto poder saber o que vêem os teus olhos ao me encontrar. O que eles vêem quando encosto e te abraço devagar. Queria poder sentir, através do seu corpo, o que sente o seu coração ao tocar o meu. O motivo pelo qual a sua pele vibra ao misturar-se com a minha. Queria descobrir o que sua boca almeja, ainda que em silêncio, ao degustar daquela cerveja gelada no final de uma sexta-feira à noite. Para onde sua mente viaja ao escutar aquela música que mais parece uma trilha sonora dos nossos desejos mais íntimos. Queria tanto poder decifrar o seu pensamento no instante que você conversa fixando o seu olhar em meus lábios, ou quando você me olha de um jeito tão sereno. Queria tanto saber, entender (...) Será que um dia você me conta?